O dado certo, coletado do jeito certo
Antes de qualquer análise, o atleta passa por esta ficha. Ela define exatamente o que medir, o que perguntar e como filmar — de forma idêntica para todo mundo. É o que torna a avaliação comparável e o diagnóstico confiável.
Quatro pontos. Seis ângulos. Uma decisão.
O motor mede articulações quadro a quadro: ombro, quadril, joelho e tornozelo. Mas ele só enxerga o que a câmera capturou bem — e só interpreta à luz do que a anamnese revelou.
O que esta ficha alimenta
Cada bloco abaixo vira um campo estruturado que o motor consome. Sem eles, não há diagnóstico.
Quem é o atleta
A anamnese é a entrevista clínica que vem antes da câmera. Ela explica os achados: uma queda pélvica faz sentido diferente em quem tem histórico de lesão no quadril versus quem nunca se lesionou. Preencha o que souber — campos marcados opcional podem ficar em branco.
Identificação & antropometria
Treino & objetivo
Histórico de lesões crítico
O elo mais importante entre a mecânica e o risco. É aqui que a avaliação ganha sentido preventivo.
Calçado & saúde
Como filmar (sem errar a medida)
A análise 2D depende inteiramente de como a câmera é posicionada. O erro mais comum invalida tudo: câmera fora do perpendicular gera paralaxe, e o ângulo medido vira ficção. Um celular num tripé já resolve — desde que siga estas regras.
As 4 vistas obrigatórias
10–15 segundos de corrida estável em cada uma. A lateral é a mais rica; a frontal e a posterior revelam o que a lateral esconde.
Diagrama de posicionamento vista de cima
Atleta na esteira. Cada câmera fica a ~3–4 m, na altura do quadril, perpendicular (90°) ao plano que vai medir.
Regra de ouro: a câmera precisa estar exatamente a 90° do plano, na altura do quadril e nivelada. Inclinou ou apontou de cima? O ângulo medido sai errado — e nenhum algoritmo corrige isso depois.
Especificações técnicas
Filme só depois. Mecânica fria não representa a corrida real e enviesa o diagnóstico.
Shorts curto (joelho e tornozelo à mostra), top/camiseta colada, cor que destaca do fundo. Cabelo preso.
Evite contraluz e sombras fortes — o detector de pose erra keypoints em baixa luz.
Filme algo de tamanho conhecido no mesmo plano (régua de 1 m, ou a própria altura do atleta). Converte pixels em centímetros: pixel_to_meter.
Grave em ritmo de treino (Z2) e em ritmo de prova. Para triatlo, um terceiro clipe após esforço de bike mostra a degradação por fadiga.
Adesivos no trocânter, côndilo do joelho e maléolo aumentam a precisão. Útil para casos clínicos; dispensável para triagem.
O dado que valida o vídeo
O sensor (Garmin, Stryd, Coros…) dá os números que o vídeo não vê com precisão — potência, tempo de contato, FC — e serve para sincronizar e validar a leitura de pose. A regra: comece a gravação do relógio junto com a do vídeo.
O que exportar
Exporte a atividade como .FIT (nativo) ou .CSV. O motor lê estas colunas — quanto mais houver, melhor a fusão.
Registre estes pontos de sincronização
Sem sensor? Tudo bem — o motor sincroniza pela cadência detectada no vídeo. O sensor só aumenta a precisão e habilita a análise de fadiga (potência × mecânica).
Ficha técnica do atleta
Este é o contrato de entrada do motor: tudo que você preencheu, estruturado. Na versão online, este JSON sobe junto com os vídeos e o arquivo do sensor, e dispara o processamento.
Próximo passo no produto
Hoje esta ficha sai como arquivo. Na Camada 3, ela vira o cabeçalho de um perfil de atleta no banco — e cada nova avaliação entra como uma linha do tempo, permitindo comparar "antes e depois" de uma intervenção. É aí que a ferramenta deixa de ser um exame avulso e vira acompanhamento.