Passo 1 de 3 · Coleta

O dado certo, coletado do jeito certo

Antes de qualquer análise, o atleta passa por esta ficha. Ela define exatamente o que medir, o que perguntar e como filmar — de forma idêntica para todo mundo. É o que torna a avaliação comparável e o diagnóstico confiável.

Quatro pontos. Seis ângulos. Uma decisão.

O motor mede articulações quadro a quadro: ombro, quadril, joelho e tornozelo. Mas ele só enxerga o que a câmera capturou bem — e só interpreta à luz do que a anamnese revelou.

CAMADA 1 · AGORA
ColetaAnamnese + vídeo + sensor
CAMADA 2 · PRONTA
ProcessamentoPose + métricas + fusão
CAMADA 3 · A SEGUIR
InterpretaçãoRelatório + histórico
~22° ombro quadril

O que esta ficha alimenta

Cada bloco abaixo vira um campo estruturado que o motor consome. Sem eles, não há diagnóstico.

Anamnese
~24 campos
Vídeo
4 vistas / 120fps+
Sensor
1 arquivo .fit/.csv
Saída
1 ficha .json
Bloco 02 · Anamnese

Quem é o atleta

A anamnese é a entrevista clínica que vem antes da câmera. Ela explica os achados: uma queda pélvica faz sentido diferente em quem tem histórico de lesão no quadril versus quem nunca se lesionou. Preencha o que souber — campos marcados opcional podem ficar em branco.

Identificação & antropometria

Treino & objetivo

Corrida de ruaTriatloTrailPistaEsteira

Histórico de lesões crítico

O elo mais importante entre a mecânica e o risco. É aqui que a avaliação ganha sentido preventivo.

NãoSim, leveSim, limitante
0
Volume altoIntensidade/velocidadeSubidas/descidasInício do treinoApós a bike (tri)

Calçado & saúde

Bloco 03 · Captura

Como filmar (sem errar a medida)

A análise 2D depende inteiramente de como a câmera é posicionada. O erro mais comum invalida tudo: câmera fora do perpendicular gera paralaxe, e o ângulo medido vira ficção. Um celular num tripé já resolve — desde que siga estas regras.

As 4 vistas obrigatórias

10–15 segundos de corrida estável em cada uma. A lateral é a mais rica; a frontal e a posterior revelam o que a lateral esconde.

VISTA A
Lateral DireitaPlano sagital: joelho, tornozelo, overstriding, oscilação vertical
VISTA B
Lateral EsquerdaMesma análise, lado oposto — revela assimetrias
VISTA C
Frontal (de frente)Cruzamento de linha média, rotação, simetria de tronco
VISTA D
Posterior (de trás)Queda pélvica, eversão do calcâneo, oscilação do quadril

Diagrama de posicionamento vista de cima

Atleta na esteira. Cada câmera fica a ~3–4 m, na altura do quadril, perpendicular (90°) ao plano que vai medir.

esteira A · lateral D B · lateral E C · frontal D · posterior ~3–4 m

Regra de ouro: a câmera precisa estar exatamente a 90° do plano, na altura do quadril e nivelada. Inclinou ou apontou de cima? O ângulo medido sai errado — e nenhum algoritmo corrige isso depois.

Especificações técnicas

Frame rate
120 fps mín · 240 ideal
Resolução
1080p ou superior
Altura câmera
~quadril nivelada
Distância
3–4 m perpendicular
Aquecimento de 6 a 10 min

Filme só depois. Mecânica fria não representa a corrida real e enviesa o diagnóstico.

Roupa justa e contrastante

Shorts curto (joelho e tornozelo à mostra), top/camiseta colada, cor que destaca do fundo. Cabelo preso.

Fundo neutro e luz uniforme

Evite contraluz e sombras fortes — o detector de pose erra keypoints em baixa luz.

Objeto de calibração no quadro

Filme algo de tamanho conhecido no mesmo plano (régua de 1 m, ou a própria altura do atleta). Converte pixels em centímetros: pixel_to_meter.

Dois ritmos

Grave em ritmo de treino (Z2) e em ritmo de prova. Para triatlo, um terceiro clipe após esforço de bike mostra a degradação por fadiga.

Marcadores anatômicos opcional

Adesivos no trocânter, côndilo do joelho e maléolo aumentam a precisão. Útil para casos clínicos; dispensável para triagem.

Bloco 04 · Sensor

O dado que valida o vídeo

O sensor (Garmin, Stryd, Coros…) dá os números que o vídeo não vê com precisão — potência, tempo de contato, FC — e serve para sincronizar e validar a leitura de pose. A regra: comece a gravação do relógio junto com a do vídeo.

O que exportar

Exporte a atividade como .FIT (nativo) ou .CSV. O motor lê estas colunas — quanto mais houver, melhor a fusão.

cadence
spm
power
W Stryd
ground_contact
ms
vertical_osc
cm
heart_rate
bpm
pace
min/km
stride_length
m opcional
timestamp
s p/ sync

Registre estes pontos de sincronização

Sem sensor? Tudo bem — o motor sincroniza pela cadência detectada no vídeo. O sensor só aumenta a precisão e habilita a análise de fadiga (potência × mecânica).

Bloco 05 · Saída

Ficha técnica do atleta

Este é o contrato de entrada do motor: tudo que você preencheu, estruturado. Na versão online, este JSON sobe junto com os vídeos e o arquivo do sensor, e dispara o processamento.

preencha a anamnese para gerar a ficha…

Próximo passo no produto

Hoje esta ficha sai como arquivo. Na Camada 3, ela vira o cabeçalho de um perfil de atleta no banco — e cada nova avaliação entra como uma linha do tempo, permitindo comparar "antes e depois" de uma intervenção. É aí que a ferramenta deixa de ser um exame avulso e vira acompanhamento.